Posso citar a Wikipedia?

Há algum tempo dedico uma aula das minhas disciplinas a uma conversa sobre pesquisa e fontes confiáveis. Uma pergunta recorrente é “E a Wikipedia?“. Tanto que passei a incluir um slide nessas apresentações com a pergunta:

Wiki

As fontes, isto é, onde vamos buscar informação, são um aspecto crucial de uma pesquisa. São fontes possíveis livros e artigos, mas também material disponível na internet, que podem incluir outras bibliotecas, blogues, dados governamentais, videos …. Estejam na internet ou numa prateleira da biblioteca, as fontes têm de ser avaliadas.

A internet como fonte

A internet pode ser fonte de pesquisa, mas ela não é como a biblioteca da universidade, nem como a bibliografia das diferentes disciplinas (neste blogue já houve diversas postagens que focalizaram a revisão por pares), além de exigir um tipo de cuidado desnecessário na biblioteca: warning

o site que aparece na busca pode colocar a segurança do computados em risco;

As obras de referência

Tradicionalmente a biblioteca distingue as obras de referência, aquelas que apenas consultamos para obter informação, como enciclopédias e dicionários, e aquelas que vamos não apenas consultar, mas ler, como artigos periódicos científicos, por exemplo. No tocante a obras de referência há aquelas que são gerais e as que são especializadas. A Encyclopedia of Language and Linguistics é uma enciclopédia especializada; a Wikipedia é uma enciclopédia geral.

A Wikipedia é uma enciclopédia livre, colaborativa. Qualquer pessoa pode escrever ou modificar um artigo da Wikipedia, seja ou não um especialista na área. Isso faz com que a qualidade dos artigos possa variar. Mais ainda: colaboradores podem incluir artigos absolutamente falsos, os hoaxes. Um exemplo famoso: The Bicholim Conflict, uma guerra entre portugueses e o Império Maratha no século XVII, contribuição à Wikipedia de um colaborador de nome  A-b-a-a-a-a-a-a-b-a (Lewis, 2014). A guerra nunca aconteceu, os livros na bibliografia referida não existem …

Mas não é preciso jogar fora o bebê junto com a água do banho…

A Wikipedia periodicamente supervisiona o material disponibilizado e mantém um registro dos enganos intencionais, que são apagados: Wikipedia:List of hoaxes on Wikipedia Quem atualmente procurar pelo artigo-hoax anteriormente mencionado encontrará a informação de que se tratava de um hoax e pode mesmo ver a imagem pública do artigo agora apagado: https://www.wikidata.org/wiki/Q21510193

Isso nunca aconteceria no papel! (Mesmo?)

A  inclusão de uma entrada fictícia nunca aconteceria em obras de referência mais canônicas? Não é bem assim.

Quem conhece a fotógrafa Lillian Virginia Mountweazel (1942-1973), cuja vida mereceu um artigo na The New Columbia Encyclopedia (New York: Columbia University Press, 1975)?

Mountweazel, Lillian Virginia, 1942-73, American 
photographer, b. Bangs, Ohio. Turning from 
fountain design to photography in 1963, 
Mountweazel produced her celebrated portraits of the 
South Sierra Miwok in 1964. She was awarded 
government grants to make a series of 
photo-essays of unusual subject matter, 
including New York City buses, the cemeteries of Paris,
and rural American mailboxes. 
The last group was exhibited extensively abroad 
and published as Flags Up! (1972) 
Mountweazel died at 31 in an explosion 
while on assignment for Combustibles magazine.

William H. Harris and Judith S. Levey, eds,Mountweazel, Lillian Virginia”, 
The New Columbia Encyclopedia, 
New York: Columbia University Press, 1975.

A biografia dessa figura fictícia foi intencionalmente inserida na obra, como forma de armadilha para violações de direito autoral.

E quem conhece a palavra inglesa esquivalience?

esquivalience —n. the willful avoidance of  one’s official  responsibilities … late 19th . cent.: perhaps .from French esquiver , “dodge, slink , slink away.” 

Esquivalience pode ser  considerada um mountweazel (sim, um neologismo criado a partir do sobrenome da Lillian com dois eles): uma entrada fictícia, criada como solução editorial  para a detecção de plágio e, portanto, tão intencional como um hoax do mundo digital.

Vale a pena ler o artigo de  Henry Alford para The New Yorker em 2005 
com o título Not a Word.
Alguns embaraços decorrentes

O episódio de Bicholim gerou um livro (The Bicholim Conflict), que pode ser comprado sob demanda; de modo semelhante, um erro na leitura de um texto medieval português —  detectado por Carolina de Michaëlis de Vasconcelos (1895) — criara os cantos de ledino e essa leitura  levou Ernesto Monaci (1844-1918) a escrever um livro sobre algo inexistente (Cantos de Ledino tratti dal grande canzoniere portoghese della biblioteca Vaticana) .

Quanto a palavras criadas como armadilha para plagiadores de dicionários, a linguista Rochelle Lieber  (2010:  29) chamava a atenção para o fato de que essas fake words ou mountweazels podem ganhar vida: ela reporta 55300 retornos no Google em Dez2006 para esquivalience.  Deixava, então, no ar a pergunta se o que inicialmente era um mountweazel não podia vir a tornar-se uma palavra real.

Posso citar ou não?

Citações, bem como referências, são menções ao  material pesquisado (as fontes) na elaboração de um texto acadêmico. A própria Wikipedia dedicou uma entrada a seu uso acadêmico: Wikipedia: Academic Use.  Nessa entrada há a seguinte observação:

Remember that any encyclopedia is a starting point for research, not an ending point. 

An encyclopedia, whether a paper one like Britannica or an online one, is great for getting a general understanding of a subject before you dive into it, but then you do have to dive into your subject; using books and articles and other higher-quality sources to do better research. Research from these sources will be more detailed, more precise, more carefully reasoned, and more broadly peer reviewed than the summary you found in an encyclopedia. These will be the sources you cite in your paper. There is no need to cite Wikipedia in this case.

Em resumo

As críticas e  as proibições a citações da Wikipedia (não à consulta)  em instituições de ensino estão fundamentadas em diferentes tipos de argumentos:  a confiabilidade das fontes empregadas na pesquisa, a profundidade do conteúdo, mas principalmente a formação do aluno como agente na construção de seu conhecimento, o que implica  a leitura de fontes primárias e secundárias e não apenas de resumos, por melhores que  estes sejam.

As enciclopédias gerais, como a Wikipedia, sempre foram um bom ponto de partida quando não se conhece nada sobre um tema. Um passo muito adiante desse tipo de obra é a enciclopédia especializada, com material escrito por profissionais de renome, rica nas referências de cada artigo, o que permite ao usuário partir para a busca de outras fontes.

À medida em que alguém se aprofunda num tema, a enciclopédia (como o dicionário) vai sendo deixada de lado.  “Posso citar a Wikipedia?” Talvez a questão seja outra: quando citar uma fonte que resume trabalhos?

 


Alford, Henry. 2005. Not a Word. The New Yorker, 29Ag2005. https://www.newyorker.com/magazine/2005/08/29/not-a-word

Brown, Keith (ed.). Encyclopedia of Language and Linguistics (2nd Edition) .Boston: Elsevier, 2006. 14vv.

Lewis, Dan. 2014. The Bicholim Conflict. Now I Know, 28Fev2014. http://nowiknow.com/the-bicholim-conflict/

Lieber, Rochelle. 2010. Introducing Morphology. Cambridge: Cambridge University Press.

Vasconcelos, Carolina Michaëlis de. 1895. Uma passagem escura do “ Chrisfal”. In: Revista Lusitana , 3 (4): 347-362 http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes/etnologia-etnografia-tradicoes.html

Wikipedia:List of hoaxes on Wikipedia https://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:List_of_hoaxes_on_Wikipedia

Wikipedia: Academic use. https://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Academic_use

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Material adicionado: sobre resumos

Na aba DOCS neste site, uma ajuda para quem começa a escrever seus primeiros resumos para participação em evento científico: uma checagem de aspectos a serem considerados. Logicamente essa checagem antecede o aval do orientador. O link está em  Fazendo o primeiro resumo para um encontro científico. 

Apresentando a comprovação dos dados lançados no cv Lattes

 

A entrega da comprovação das informações inseridas no currículo Lattes requer alguns cuidados. Nada de entregar um monte de folhas soltas,  amarradas com barbante. Não é só feio: imagine se o barbante rasga as folhas; se, ao soltar o barbante, o material cai da mesa de trabalho  ou  sopra uma rajada de vento…

Em geral esse material é avaliado em conjunto pela banca examinadora. A banca faz a colação do que se diz  no Lattes com a documentação comprobatória e preenche uma tabela para a pontuação do material.

Algumas sugestões:

  • Faça a coindexação da informação no Lattes e de sua comprovação, para facilitar a conferência.
  • Se está no Lattes mas não está comprovado, não pontua. Peça a um colega para testar se está fácil encontrar os documentos comprobatórios das informações prestadas no cv e  se faltam documentos.
  • Se um documento incluído não está ligado a qualquer item na tabela de pontuação,  ele não pontua — veja  se não preencheu mal o cv e está perdendo pontuação.
  • Observe se nos critérios de avaliação de cv há pontuação diferenciada para alguns itens de uma das dimensões da avaliação. Por exemplo: a banca examinadora encontrará facilmente a classificação dos seus artigos no indicador Qualis se houver pontuação diferenciada para isso nos critérios?
  • Veja qual a opção de modelo de currículo para impressão que mais lhe interessa (Resumido, Ampliado, Completo, Personalizado) e as demais opções apresentadas para gerar a impressão. Um exemplo: no modelo de impressão resumido desaparece a informação sobre os congressos serem internacionais ou locais, ficando apenas o título (Apresentação de Trabalho/Outra). Essa diferença conta naquela avaliação?

Uma sugestão final: mantenha o Lattes sempre atualizado. Desse modo se torna mais difícil esquecer de alguma informação. E arquive organizadamente a comprovação.


 

Rosa, Maria Carlota. 2018. Para a imagem acadêmica.

 

Livro adicionado

Está disponível o livro “Escrita acadêmica: primeiros passos” em Home/Docs neste site. Voltado especialmente para os pós-graduandos do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFRJ, pode servir de orientação a outros alunos no processo de se tornarem autores acadêmicos.

O livro se compõe de três partes. A primeira parte tem como suporte a macro-organização dos maiores desafios do início do percurso acadêmico:  a dissertação de mestrado e a tese de doutorado, mas também a monografia de final de curso de graduação.  Feito o trabalho, a pergunta: onde publicar? É o tema da segunda parte. A terceira parte trata de um problema crescente: a publicação que compromete o currículo.


Rosa, Maria Carlota. 2018. Escrita acadêmica: primeiros passos. Rio de Janeiro: M.C.A.P.Rosa.

E os agradecimentos? (Em especial, na dissertação ou na tese)

Num texto acadêmico, os agradecimentos dizem respeito a contribuições que não se qualificam como autoria. Um exemplo: o financiamento. Sem bolsa de uma FAP (i.e., de uma das Fundações de Amparo à Pesquisa) ou do CNPq, da CAPES não teria sido possível o desenvolvimento do trabalho; por conseguinte, essa agência específica estará nos agradecimentos (certamente essa exigência já estava no contrato assinado).

Do mesmo modo, quem  prestou ajuda técnica com aparelhos, quem permitiu acesso a dados ou quem revisou a redação  contribuiu, mas não é autor. Nos Agradecimentos, então.

Quem tem de estar nos agradecimentos

Têm de estar listados nos agradecimentos de tese, dissertação, monografia: a) no caso de bolsista, a agência de fomento (com o nome da bolsa e o número do auxílio); b) o orientador, sem o qual  sequer haveria defesa.

  • Se não houver agradecimentos ao orientador, fica implícito que orientador e orientando estavam em guerra.
  • Fica implícita a mensagem de que o orientador não orientou se o agradecimento ao orientador:
    • vier lá pelo meio de uma lista de agradecimentos, ou
    • se aparecerem como orientadores (pior: antes do orientador oficial) outros orientandos do orientador.
(Vale a pena deixar o registro do mal-estar para a posteridade?)

Especifique em que consistiu a contribuição de cada nome arrolado.

O que é opcional (mas recomendável incluir) nos agradecimentos 

No caso de dissertações, teses e monografias:

  • a instituição em que o trabalho foi desenvolvido, que disponibilizou sua infraestrutura, como bibliotecas, laboratórios;
  • outra instituição em que tenha feito estágio, bolsa sanduíche;
  • os responsáveis pela liberação ou diminuição de carga horária no trabalho;
  • leitores de versões prévias.

No caso de artigo, aos pareceristas que tenham contribuído para a melhoria do trabalho.

No caso de periódicos, há os que exigem 
autorização por escrito daquele a quem se agradece 
para que o nome possa ser mencionado nos agradecimentos.
Evitam, desse modo, que pesquisadores-seniores
pareçam dar peso a um trabalho cuja existência 
possam mesmo desconhecer. 

Quem (ou o que) não deve estar nos agradecimentos

Em artigos são raros, uma vez que não há espaço, mas têm sido comuns em monografias, dissertações e teses brasileiras, ao menos em Linguística, o que poderíamos classificar como agradecimentos afetivos. São agradecimentos relativos ao incentivo ou ao suporte, emocional e/ou financeiro, recebido de parentes, amigos e até de  animais de estimação. Também são comuns os agradecimentos religiosos.

Podem ser comuns, mas é estranho abrir uma dissertação, tese ou monografia e encontrar agradecimentos não acadêmicos, como os exemplos a seguir. Expõem desnecessariamente e num contexto inapropriado a intimidade do autor:

  • Agradeço ao meu namorado, XXXXX, com quem eu sei que passarei o resto da minha vida. 
  • Primeiro de tudo, gostaria de agradecer a Deus por manter a minha mãe ao meu lado. 
  • À minha cadela, que sempre quando eu estava triste me alegrou (mesmo sem dizer uma palavra) com todo o seu amor. 
  • Aos meus amigos que acreditaram em mim. 
  • Às minhas tias que sempre se alegram com minhas conquistas acadêmicas e pessoais.
Mas e os amigos do café antes das aulas? 
As tias? O namorado? 
Chame-os para uma comemoração!
Num trabalho longo como a tese, o afeto por
essas pessoas (e o amor a Deus) poderia achar lugar na Dedicatória. 

 É caso de agradecimento ou de coautoria?

Teses e dissertações não trazem esse problema.

Comece a preparar o arquivo dos agradecimentos 
quando estiver começando o trabalho. 
Garanta desse modo que colegas e professores que 
contribuíram com sugestões ou comentários 
relevantes, bibliografia, dados não sejam esquecidos.

 


Vale ler os artigos:

Hayashi, Maria Cristina Piumbato Innocentini. 2018.  Agradecimentos em artigos científicos: o ponto de vista de pesquisadores. Prisma, 37: 55-70. http://ojs.letras.up.pt/index.php/prismacom/article/download/4708/4401

MONTEIRO, Rosangela et al. 2004. Critérios de autoria em trabalhos científicos: um assunto polêmico e delicado. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular .19 (4): III-VIII.  http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-76382004000400002&script=sci_arttext

MONTENEGRO, Mano R.  & ALVES, Venâncio A. Ferreira. Critérios de autoria e coautoria em trabalhos científicos. Acta Botanica Brasilica [online]. 1997, 11 (2): 273-276   http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-33061997000200014&script=sci_arttext


Referências

Parte do material desta postagem reproduz

Rosa, Maria Carlota. 2015. Guia para trabalhos monográficos originais. Material para os orientandos.

CAPES aprova “Proposta de Aprimoramento de Avaliação da Pós-Graduação”

 

O Conselho Superior da CAPES aprovou a Proposta de Aprimoramento de Avaliação da Pós-Graduação, apresentada pela Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) no passado dia 10 de outubro de 2018.

Se o que foi proposto no documento for implementado sem muitas alterações, cada avaliação exigirá coordenadores disciplinados,  integração dos programas de uma Unidade e da própria PR-2 (tenho como referência a UFRJ).

Como na autoavaliação da instituição, o pano de fundo da avaliação é o PDI/Plano de Desenvolvimento Institucional (“auto avaliação é importante, mas deve obrigatoriamente referir-se e referenciar-se ao plano estratégico institucional da respectiva instituição“). Ao invés de um conceito final, a avaliação seria multidimensional (“propomos o aprimoramento do modelo atual que gera um resultado (conceito) único final, por um modelo muldimensional que permite a identificação de PPGs e Instituições com melhor desempemho em eixos ou dimensões, que comporiam o sistema de avaliação“). O exemplo das dimensões que poderiam ser focalizadas são: Formação de RH (egressos);  Internacionalização;  Produção Científica; Inovação e Transferência de bgvConhecimento; Impacto e Relevância Econômica e Social.

É preocupante que, num momento de recessão, de desemprego, o documento afirme que “Pós-graduados bem empregados refletem a qualidade da formação que se oferece“. Uma busca rápida na internet aponta a gravidade do desemprego no Brasil para doutores.

Dois exemplos recentes.
BBC. 16/07/2018 - Com crise e cortes na ciência, jovens doutores 
encaram o desemprego: 'Título não paga aluguel'
Carta Capital. 19/12/2017.Por que as universidades particulares 
estão demitindo professores?

Mas o problema não é novo: o próprio portal do MEC ainda permite 
a consulta ao artigo publicado na Folha de São Paulo 
em 30 de março de 2005 por Renato Mezan, "O Escândalo dos Doutores": 
"muitas faculdades particulares se recusam 
a contratar professores com título de doutor 
ou, mesmo, os despedem logo após a defesa. 
E por quê? Porque um doutor ganha alguns reais a mais que um mestre, 
e, este, mais do que um bacharel, licenciado ou especialista".

Quanto à avaliação de  impacto e relevância, o documento propõe:

Proposta: análise e definição de indicadores que possam captar o papel dos egressos e das pesquisas desenvolvidas no processo de atração de novos investimentos, geração de emprego e renda (spinoffs acadêmicos e startups geradas) e desenvolvimento nacional, contribuindo para a redução das assimetrias intra e inter regional.

Para tornar a avaliação “menos onerosa”,

por exemplo, uma importante mudança que poderia ser inserida no sistema, seria a de solicitar às instituições e aos seus programas que, junto à ficha de avaliação, incluíssem um conjunto (cinco) de produtos (artigos, livros, patentes, partituras, etc.) e   dissertações e teses (cinco), que representassem suas mais relevantes produções (Lista das Cinco Produções Mais Qualificadas do Programa), que viriam acompanhadas de uma justificativa do “porquê” da sua escolha, e de que forma contribuíram para ampliar as fronteiras dos conhecimentos da Área ou para a sociedade, e especialmente o impacto econômico referente, quando houver.

 


Imagem: Sede da CAPES em Brasília, 7Abr2010 . Autor  Py4nf   https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Py4nf&action=edit&redlink=1